O sacerdócio celestial

Lição 13 – O Sacerdócio Celestial
TEXTO ÁUREO: “Porque nos convinha um sumo sacerdote como este, santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e exaltado acima dos céus.” (Hb 7.26)
Leitura Bíblica em Classe: Hebreus 9.11-15; Apocalipse 21.1-4

Introdução: O ofício de Sumo Sacerdote prenunciado por tipos e símbolos no antigo testamento, precisou ser conquistado por Cristo na Sua missão como Salvador ao se encarnar como homem e ser o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Embora Ele exerça esse ofício à destra do Pai, nas dimensões celestiais, Ele não é um sacerdote distante, entronizado no céu e afastado das necessidades do Seu povo. Como Sumo Sacerdote, Ele continua realizando esse ofício, não no sentido provisório e imperfeito como era na antiga aliança, mas sim exercendo o Seu ofício de uma forma perfeita e efetiva preparando o homem para alcançar a vida eterna com Ele. Como nosso sumo sacerdote celestial Jesus se compadece de nossas fraquezas, porque foi tentado como nós somos tentados. Ele conhece nossos problemas porque ele é um de nós – exceto que sem pecado.

1. Contraste das deficiências do antigo tabernáculo e as eficiências do novo tabernáculo.
Hebreus 9.11 – Mas, vindo Cristo, o sumo sacerdote dos bens futuros, por um maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, isto é, não desta criação, Hebreus 9.12 – nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção.
O antigo tabernáculo era terreno e provisório, porém o novo é celestial e permanente. O primeiro foi construído por mãos humanas e com um tempo de duração, mas o novo não foi feito por mãos humanas, pois ele sempre existiu. O antigo era somente um modelo do santuário no céu e para que ele estivesse em atividade segundo as leis cerimoniais levíticas era necessário houvesse o derramamento constante do sangue de animais. O Sumo Sacerdote levava o sangue do animal para o Santo dos Santos com o propósito de fazer a expiação pelo povo, que acontecia uma vez por ano. Esse ritual da expiação não justificava o povo do pecado da natureza adâmica, somente expiava os pecados veniais, pois o da natureza adâmica, só poderia ser expiado pelo sangue de um homem totalmente puro e sem pecado e, esse homem é Jesus, que precisou se encarnar num corpo biológico para se entregar a si mesmo como sacrifício vivo na Cruz do Calvário. Sem esse sacrifício o mundo estaria perdido no pecado e pior ainda, Satanás continuaria governando. (No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. João 1:29).
2. O sacerdócio terreno era provisório, porém; o sacerdócio de Cristo é celestial e eterno.
Hebreus 9.13 – Porque, se o sangue dos touros e bodes e a cinza de uma novilha, esparzida sobre os imundos, os santificam, quanto à purificação da carne, Hebreus 9.14 – quanto mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará a vossa consciência das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo?
Os rituais sacrificais da antiga aliança com os seus sacrifícios provisórios apontavam para a Cruz onde seria realizado o sacrifício eterno. A ênfase dos rituais sacrificais estava voltada para a purificação exterior, desde que o pecador obedecesse às ordenanças prescritas, se assim o fizesse, era declarado puro, mas somente a purificação da carne e não a purificação da consciência. O escritor da carta dirigida aos hebreus procurou conscientizar os que se convertiam a Cristo, para que não se deixassem levar pelos judeus ortodoxos que insistiam na continuação da observância dos rituais das leis cerimoniais, que tinham se tornados obsoletos. (Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pelas obras da lei; porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada. Gálatas 2:16). (Não aniquilo a graça de Deus; porque, se a justiça provém da lei, segue-se que Cristo morreu debalde. Gálatas 2:21).
3. Os hebreus tinham as promessas temporais, a Igreja tem as promessas na eternidade.
Hebreus 9.15 – E, por isso, é Mediador de um novo testamento, para que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia debaixo do primeiro testamento, os chamados recebam a promessa da herança eterna.
Todos os rituais da antiga aliança eram condicionais. Significa que se os hebreus os cumprissem de acordo como foi ordenado, seriam recompensados com as bênçãos divinas, as quais estavam relacionadas às chuvas, colheitas, proteção, enfermidades e outras mais. A questão é que tudo isso eram bênçãos temporais, ao contrário das bênçãos para a Igreja que não estão voltadas para o materialismo, mas para a eternidade. Assim devemos entender que as nossas bênçãos são de natureza espiritual, as quais também são condicionais à obediência aos preceitos divinos. (Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo; Efésios 1:3).
4. As promessas futuras que cabem a Israel e, as promessas futuras que cabem a Igreja.
a) Apocalipse 21.1 – E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe.
A promessa de novo céu e uma nova terra é para a descendência de Abraão e, o seu cumprimento se dará somente após o julgamento do grande trono branco, no final do reino milenar. A sequencia é essa: Igreja arrebatada sai da dimensão terrena com a eternidade com Deus garantida; Grande Tribulação, Deus como Juiz julgará o mundo, com grandes sofrimentos e dará oportunidade para a descendência de Abraão com a mensagem do evangelho do reino e aceitarem o Cristo que morreu e ressuscitou, o qual foi rejeitado por eles. A promessa para eles é que se aceitarem a Cristo, serão benditos do Pai e entrarão no reino que foi preparado para eles. O milênio será um período de teste de fidelidade e ao final desse reino, Satanás será solto com seus demônios e muitos irão aderir a ele perdendo assim a salvação. Os que se manterão fiéis durante esse reino milenar estarão aprovados para habitarem sem pecado em o novo céu e nova terra e não conhecerão mais a morte, pois serão imortais fisicamente como era para ser Adão antes de pecar. Novo céu e nova terra significa que essa terra passará por um processo de restauração completa onde será destruído qualquer vestígio do homem pecaminoso. (Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão. 2 Pedro 3:10).
b) Apocalipse 21.2 – E eu, João, vi a Santa Cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido. Apocalipse 21.3 – E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles e será o seu Deus.
A aliança que a Igreja tem como noiva de Cristo será completada e aperfeiçoada no céu durante os sete anos da grande tribulação e estaremos continuamente com Ele sem interrupções como acontece nesse plano terreno. Após os sete anos Jesus desce com a Sua igreja com a cidade santa que se posicionará em uma órbita fixa sobre a cidade de Jerusalém. A cidade santa posicionada no espaço será a habitação da igreja, a qual estará servindo a Cristo, o rei do reino milenar. Essa é a morada que Jesus disse: na casa do meu Pai tem muitas moradas e, eu vou preparar-vos lugar. A dimensão dessa cidade é de 2.220,00 Km, no formato de um quadrado com medidas iguais. A sua projeção corresponde 54,90 da área do Brasil, daí, já se pode concluir com certeza que ela não descerá a terra como alguns pensam e sim no espaço e seu brilho será intenso (Isaías 24:23 E a lua se envergonhará, e o sol se confundirá quando o Senhor dos Exércitos reinar no monte Sião e em Jerusalém; e, então, perante os seus anciãos haverá glória).
c) Apocalipse 21.4 – E Deus limpará de seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas.
Depois da queda do homem, o incorruptível passou a ser corruptível e nessa condição o homem passou a ter uma vida inconstante sujeita a momentos de alegria, como também a momentos de tristeza. Enquanto estivermos nesse corpo corruptível estamos sujeitos a derramar muitas lágrimas e, ainda mais, quando professamos a nossa fé em Cristo, diante das circunstâncias que enfrentaremos. Jesus não prometeu uma vida fácil para os seus seguidores quando disse que no mundo teremos aflições, mas que tivéssemos bom ânimo como Ele, pois venceu o mundo. Para a Igreja essa situação somente se finalizará se partirmos para a glória por óbito, ou pelo arrebatamento, quando sairmos desse corpo corruptível e passarmos para um corpo imaterial e incorruptível. Em relação ao povo que habitar no reino milenar só deixará de ser corruptíveis ao final desse reino quando o Senhor estabelecer o reino eterno para esse povo habitar na mesma condição de Adão antes da queda. Nessa condição não terão mais motivos para chorar. 

 


Publicação na semana correspondente a essa lição.
Comentários elaborados pelo Pastor Adilson Guilhermel